sexta-feira, setembro 01, 2006

Descompasso

Qual o mistério de uma lágrima?
Não sei dizer, sei apenas que chorar é algo necessário, talvez até alentador...
Banhar-se nesse mar de ilusões...
O Sol que nasce, a Lua que se entrega verdadeira ao amor que a conssome,
tudo desconexo, não procure sentido nessas linhas, pois isso é o que jamais encontrará, aqui sou eu, sou você, sou ninguém...
Procuro fugir de mim mesma, mas essa fuga é infundável, injustificável, impossível...
Esse louco desejo de coisas ocultas que me conssome...
beijos de amor, abraço acolhedor, verdades, mentiras, uma vida plena, se é que isso pode ser chamado de vida, talvez seja apenas uma fábula... a morte talvez venha abrir os meus olhos para a verdadeira vida, para aquele caminho que incessantemente venho buscando...
As mãos cansadas precisam parar, mas a mente alucinada deseja continuar e se você procura sentido nisso aqui, por favor vá embora, pois isto é o que você jamais irá encontrar.
Escrevi esse pseudo poema hoje, sei lá porque, na verdade nada aqui tem sentido definido.

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