Faces ocultas.
Tantos amores vividos.
Tantas buscas cessadas.
E no fim do caminho,
Vejo-me novamente no ponto de partida.
Olhos de vidro partem-se em mil pedaços ao mirar os olhos teus.
A boca cerrada como que costurada pelas amarras da esperança.
Ouço passos apressados...
Estará alguém a me seguir?
O coração acelera,
As pupilas dilatam,
MEDO!
E ao virar-me deparo-me comigo mesma.
Como explicar essa confusão de fatos e figuras?
Não sei ao certo,
Só sei que a tal busca não tem fim.
Olho pela janela e ainda não sinto-me em casa,
Este não é o meu lugar.
E os passos apressados que estão a me seguir,
São, na verdade, a face oculta de mim mesma que almejo tanto conhecer.


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