segunda-feira, janeiro 17, 2011

Faces ocultas.

 
 


Tantos amores vividos.

Tantas buscas cessadas.

E no fim do caminho,

Vejo-me novamente no ponto de partida.

Olhos de vidro partem-se em mil pedaços ao mirar os olhos teus.

A boca cerrada como que costurada pelas amarras da esperança.

Ouço passos apressados...

Estará alguém a me seguir?

O coração acelera,

As pupilas dilatam,

MEDO!

E ao virar-me deparo-me comigo mesma.

Como explicar essa confusão de fatos e figuras?

Não sei ao certo,

Só sei que a tal busca não tem fim.

Olho pela janela e ainda não sinto-me em casa,

Este não é o meu lugar.

E os passos apressados que estão a me seguir,

São, na verdade, a face oculta de mim mesma que almejo tanto conhecer.

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